Fish

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Trabalhos desenvolvidos pela turma do 6º. Ano A - Escola M. E. F. João Padilha do Nascimento

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A casa



Havia uma casa que era conhecida como uma casa assustadora e a noite aparecia umas coisas estranhas e assustadoras.
Porém uma família foi morar ali, não sabendo de nada. A mulher e o homem eram médicos então na primeira noite foram trabalhar a meia noite deixando a filha em casa.
A menina estava assistindo TV quando viu a figura de uma mulher a luz começou a balançar e se apagou porem ela saiu correndo e ligou a  luz da cozinha e começou a arrumar os móveis  mas não ficavam no lugar então ligou para seus pais contando tudo então eles disseram para ela tomar remédio para dormir  mas antes de dormir viu a mulher então tampou os olhos e dormiu.
Na noite seguinte os pais foram trabalhar deixando em casa novamente, ela vê nova mente à mulher então foi até o computador e pesquisa sobre a casa ali contava que uma professora foi morar ali e desapareceu, porém após a pesquisa as luz apagarem e a menina ficou com grande preocuparão e ligou farias velas porem a mulher apareceu pegou uma faca e a matou.
De manhã a mãe e o pai chegarem em casa e encontram a filha morta . Numa parte da sala manchas de mão cheia de sangue.
Os pais começaram a quebrar a parede da sala e viram o cadáver de uma velha mulher há muito tempo morta. Chamam a polícia que toma as providências com o cadáver; quando a mãe da menina vê a mulher com um vestido branco e manchas de sangue conta a seu marido e foram embora da casa, e a casa e cercada e ficou chamada de a casa do sangue.

DIANE ANDRES, ALEXSANDRO
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As almas



Certo dia dois gaúchos ficaram sabendo que no fundo do Salto Yucumã que tinha 200Milhoẽs em moedas de ouro, e os gaúchos pegaram os equipamentos que iam precisar e partiram para lá.
Quando chegaram ao local, escutaram uma voz que falou:
    -O ouro não está mais aqui.
Logo em seguida apareceu uma alma e disse:
    -O ouro eu peguei está lá na minha casa.
Os dois gaúchos estavam trêmulos. A casa da alma era um galpão, os gaúchos entrarão e viram muita gente morta que a alma matou.                                 
A alma perguntou:
- Não querem ir comigo? Eles disseram:
- Não. E perguntaram:
Onde está o ouro? Ele respondeu:
- Lá no forro: A alma buscou, mas falou:
- Só se você me der algo, e depois eu quero sair daqui e ir para a casa mal assombrada ,eles   disseram:
- Pode ser um rato! Ela falou:
- Sim. Então ficaram com o ouro, e a alma e as pessoas que tinham morrido ficarão,mas alma deles foram.
E foram habitar na casa mal assombrada e abriu uma das portas e viu uma mulher morta, ele a tocou e de baixo saiu muitas raposas. Ele falou:
Não tem almas, mas as raposas, enquanto isso chegaram dois meninos chamados de Tiago mais conhecido por Andres e Eduardo mais conhecido por Alencar ou Jesus e falaram:
- Cuide-se aqui tem almas e saíram. O homem resolveu morar na casa mal assombrada. Quando dormia a alma o matou. Essa notícia se espalhou, os moradores foram embora e a comunidade começou a se chamar local de almas.

Tiago, Eduardo
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A casa mal assombrada




Era uma vez... O Maiko e o Magnos estavam passando na frente de uma velha casa, e ao avistar uma velhinha começaram a fugir, porque eles nem sabiam quem era a velhinha que já estava morta há 30 anos. Ela só era uma assombração daquele terreno que eles queriam roubar galinha.
Após ter avistado os dois correram para dentro da casa, só que eles não sabiam que a casa era assombrada, e ao entrar, a casa toda se fechou e o Magnos começou a chorar, sendo que o Maiko tentava acalmá-lo. Mas minutos depois o Maiko também começou a chorar, e os dois ouviram um barulho no segundo andar, como se fosse sapateios e risadas.
O Maiko pegou uma pá velha e subiu uma escadaria. Quando ele estava no último degrau, à tabua se quebrou e ele caiu para baixo, e o Maiko sem querer deixou a pá cair, e ela caiu nas costelas do Magnus que começou a chorar. Após eles tentam fugir pela chaminé, e conseguiram milagrosamente, mas quando eles foram descer do telhado, o Magnos resvalou e quebrou a  perna. O Maiko começou a da risada e desceu do telhado com cuidado, colocando o Magnos nas costas. E ao escalar uma cerca de arame farpado, o Maiko enroscou a calça ao pular e caíram na lama.
Depois disso, eles prometeram nunca mais roubar galinhas.

Álvaro da Rosa e Maiko W. Matias

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Festa e terror


Numa noite de verão, no final do ano, na festa do ano novo, nós estávamos na pracinha da escola quando apareceu júnior e nos assustou.
Éramos Patrícia, Paola, Luana e Ivan.
Júnior estava com uma máscara muito feia na cara, e uma roupa muito estranha:
Paola ficou com um pouco de medo, mas quando Junior tirou a máscara, e a roupa, ela não tinha mais medo.
Logo chegou Gustavo e Bruna, e foram falar com nós, e apareceram a prof. Neldi e o professor Cleber.
Já era noite, a professora nos chamou para ir lá dentro para dançar e conversar com os outros.
Pouco tempo depois, nós meninas fomos ao banheiro, abrimos a porta, entremos a Bruna foi abrir a porta para ir ao banheiro.
E... apareceu a Loira Do Banheiro, a Bruna desmaiou, e Paola saiu correndo, a professora Neldi, e a Luana foram pegar a Bruna que estava caída no chão. E Patrícia foi para a porta e começou a pedir socorro.
Após veio o Júnior, Ivan e o Cleber para nos salvar, todos nos estávamos em pânico, tomamos água e fomos para a pista de dança.
De repente em cima dos banheiros apareceu a Mula-Sem-Cabeça e nisso  apagaram as luzes, Vilmar foi correndo ligar as luzes e a Mula-Sem-Cabeça havia sumido, a professora Neldi pegou o microfone e falou:
- A festa terminou!
Todos estávamos saindo quando, lá fora tinha um LOBISOMEM,a Mula-Sem-Cabeça e loira do  banheiro, fecharam as portas e o professor Cleber foi chamar a polícia, no final eram 3 fugitivos fantasiados e a policia os prendeu.
Após o ocorrido a festa continuou e todos perceberam que era tudo uma armação dos fugitivos, por que queriam que a festa não continuasse.
E todos ficaram felizes por que não havia nenhum monstro.

PATRÍCIA, LUANA E BRUNA.

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Operação Bebê


Num dia ensolarado Cristlei e Janrye foram um dia a um parque muito assustador, comandado por um torcedor gremista, em um local do parque estava cheio de gangues gremistas. Os policiais sempre estavam em conflito com os gremistas, isso acontecia de madrugada. Os policiais colorados Janrye e Cristlei sempre prendiam os gremistas que ficavam quebrando o parque. Muitos gremistas morreram em conflito com os polícias. Porque as gangues dos gremistas mataram 2 colorados, e ai entram em cena eles os colorados que algemam os gremistas.
Depois de alguns dias o filho do chefe nasceu, e ele se chamava Dalexsandro. E depois de alguns dias o bebê e seqüestrado Janrye e Cristlei deveriam resgatar o bebe para o chefe. Eles foram com as armas calibre 12, e fuzilaram os gremistas, mas Janrye foi baleado, mas ele viu onde estava o bebe depois de três dias voltaram lá de volta, mas vieram com mais pelotões nos conseguimos pegar o bebê desta vez, mas alguns dias depois Janrye e Cristlei notavam que tinha uns vultos gremistas, Janrye jogou água benta nos vultos que desaparecerão 19 anos depois Dalexsandro virou jogador de futebol e Janrye e Critlei também viraram.

Janrye e Critlei

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Três crianças em apuros


Um dia Silvia, Tales e Alexsandro estavam brincando na pracinha e logo ao lado tinha um matinho, os três estavam com medo e se abrasaram.
Na pracinha tinha uns túneis e começou a bater os portões e fecharam e os três pularam a cerca e quando o Alexsandro estava no topo da cerca ele ouviu um barulho e Silvia e Tales saíram correndo. O Alexsandro começou a chorar ai ele foi correndo para casa.
No outro  dia eles correram para o mato  com os seus pais  e viram o que tinha lá. Foram também no buraco que era escuro e fedorento.
Depois de eles sair de lá, nunca mais foram naquele lugar, e a prefeitura mandou fechar e ninguém nunca mais foi lá.

Magnus e Maiko

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Uma Historia de Terror



Próximo à pracinha da escola João Padilha do Nascimento na cidade de Três Passos, em uma casa abandonada falavam que havia um espectro que toda a noite de lua cheia ele aparecia para se vingar daqueles que o importunavam na época do colegial,os garotos da escola tinham o assassinado dentro daquela velha casa com janelas e portas caindo, era da época de 1863.
O nome daquele espectro era Miguelinho, ele era um rapaz pobre que entrou na faculdade, pois um amigo da família era o general da polícia daquele estado.
Quando Miguelinho entrou na faculdade todos o importunavam, pois ele era muito pobre e o resto dos garotos e garotas eram filhos de Milionários.
A morte de Miguelinho chocou os da família, ele morreu com 93 facadas. Ele já havia se vingado de 5 garotos e como eram 6 faltava 1, então um dia aquele garoto passou em frente a velha casa,e era noite de lua cheia.
Naquela sinistra casa ele escutava sons horripilantes, então ele escutou uma voz, e quando ele olhou para o lado ficou tudo calmo, e quando ele olhou para frente viu o espectro de Miguelinho, então o garoto correu para dentro da velha casa, e trancou a porta,ficou num canto escuro.
Miguelinho era um fantasma, então o garoto começou a colocar móveis em frente da porta. Como Miguelinho era um fantasma sem paz, louco para se vingar do último garoto, ele atravessou a porta e o garoto começou a jogar coisas nele, mas as coisas não o atingiam, então Miguelinho ficou bravo e começou a criar uma ventania e o garoto pulou pela janela e correu por um pequeno corredor até chegar em uma garagem do outro lado da rua, e conseguiu entrar dentro da mesma, e lá encontrou um espelho e uma cruz, então ele entrou dentro do carro e acelerou. Quando foi para a rua, Miguelinho viu que ele estava fugindo e ficou tão bravo que criou uma grande tempestade, tão forte que fez o carro virar.
Então Miguelinho foi até o carro, e quando foi pegar o garoto ele apontou a cruz e o espelho para Miguelinho, então ele foi desaparecendo. E após isso, toda a noite o garoto rezava para Miguelinho, pedindo desculpas por tê-lo assassinado.

Alan Hentges, Rogério Stohl

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O suspense


Numa cidade chamada São Vicente morava uma menina chamada Kauane. No dia 12-08-10, numa quinta-feira ela se mudou para Nova Iorque. Chegando lá na casa foi arrumar seu quarto, e foi caminhar no jardim, mas o tempo passou e logo ficou noite, quando ela foi dormir ouviu um barulho muito esquisito, e chamou seu pai. Ele veio e viu que não tinha nada e a menina então retornou a dormir.
No outro dia, ela acordou e ouviu novamente o barulho e aquela manhã era sexta-feira 13, ela nunca teve medo deste dia, e então ela resolveu ir até a biblioteca pública, e pegou um livro sobre lendas onde estava escrito que sexta-feira 13 sempre acontecia coisas estranhas como, barulhos esquisitos. E nas noites de lua cheia aparecia o lobisomem.
Chegou à noite, e a Kauane foi correndo para dentro e casa e perguntou para seu pai:
-Pai, hoje é dia de lua cheia?
O pai respondeu:
-Sim filha, agora vá dormir!
A menina foi escovar os dentes e depois foi dormir, e a meia noite se acordou e olhou pela janela e viu o lobisomem batendo na porta como raiva.
O lobisomem com raiva e cansado de bater na porta e ninguém ir ver, subiu numa árvore e pulou na janela no quarto da menina quebrando toda a vidraça toda, e Kauane correu para o quarto de seu pai, mais ele não estava lá. A menina se escondeu debaixo da cama de seu pai, e ficou pensando onde ele podia estar, pensou em vários lugares e ia ver se ele estava lá, mais não estava em lugar nenhum. Então ouviu aquele barulho esquisito e olhou em cima da cama e o lobisomem estava lá e menina correu até o quarto de sua mãe e contou tudo a ela:
- Mãe, eu estava dormindo até que ouvi um barulho esquisito e olhei para fora da janela e vi o lobisomem batendo na porta de nossa casa e ele pulou na janela do meu quarto e quebrou todo o vidro da janela, e eu sai correndo com medo até o quarto do papai, mas ele não estava lá, após de novo o barulho esquisito e me escondi de baixo da cama e olhei em cima da cama e lá estava o lobisomem, e eu sai correndo até o seu quarto para contar toda a história.
Após as duas forem ver o que havia no quarto, chegando lá amanheceu, e a mãe abriu a porta do quarto e o pai estava dormindo com a mesma roupa do lobisomem, e quando seu pai acordou contou a história toda a sua filha na qual ele foi enfeitiçado por uma bruxa, e que ninguém poderia tirar este feitiço.

Silvia e Tainara
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A casa mal assombrada

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Texto Biografia - Aluno Mateus Soares - 8ª série do Ensino Fundamental

Matheus Soares de Sousa - Nasceu em 1995, na cidade de Passagem Franca - MA. Aos 03 anos de idade começou a estudar na cidade de Curral Novo - PI. Participou de vários eventos escolares como: marchas, palestras educativas, show de talentos, entre outros. Na cidade de Hugo Napoleão foi o representante junto com o seu irmão, dos jovens e adolescentes da cidade. Estudou música, principalmente violão. Mas queria ser na verdade não um músico, mas sim, um grande arquiteto. Em homenagem a seu pai iria fazer medicina. Filho de um grande Detetive credenciado pela INVESTIG, Juiz Arbitrário (pequenas causas), Teólogo e Pastor - Cícero Araújo de Sousa e de uma missionária e também uma grande Teóloga de nome Maria Mirtes Soares de Sousa. Nunca se passou pela sua cabeça, fazer ou pelo menos tentar fazer algo relacionado a Direito ou Teologia ou algo relacionado a isso, queria mesmo era desenhar moldes e mais moldes de casas. Atualmente mora com os pais em Lagoa do Barro do Piauí- PI. Estudante do colégio Viturino Ribeiro cursa a 8ª s´erie, é um grande locutor de rádio e um belíssimo tocador de violão. Mas mesmo assim ainda só pensa em casas e mais casas.

Disponível no site: http://textosportodososlados.blogspot.com/2009/05/texto-biografia-aluno-mateus-soares-8.html

domingo, 7 de novembro de 2010

A INFLUÊNCIA DA PROPAGANDA E DA TV

A INFLUÊNCIA DA PROPAGANDA E DA TV

Quem nunca voltou do supermercado com coisas que depois, ao chegar em casa, não soube explicar por que comprou? Às vezes nem gostamos daquele produto, ou não precisamos dele, mas mesmo assim o compramos. Algumas pessoas dirão que compraram porque sentiram vontade. E a questão que se coloca é: de onde surgiu esta vontade? Será que as vontades que temos, como esta por exemplo, realmente nos pertencem?
Há algum tempo atrás foi realizada uma experiência que consistiu em exibir numa tela de cinema, durante um filme, a frase “coma pipoca”, em flashes tão rápidos que não fosse possível perceber conscientemente que a frase havia sido mostrada. O resultado desta experiência foi que apesar de não se lembrar da frase escrita, a maioria das pessoas foi comprar pipoca. ( Isto é chamado de Propaganda Subliminar)
É possível que nós estejamos tomando refrigerantes, comendo biscoitos e adquirindo uma série de outros produtos da mesma forma que aquelas pessoas comeram pipoca. Porque o processo utilizado pela propaganda é muito semelhante ao descrito acima.
Há várias formas de fazer com que uma mensagem chegue ao inconsciente de uma pessoa. Uma delas é colocar esta pessoa num estado de relaxamento, semelhante aos momentos que antecedem o sono. Considerando que em geral as pessoas aproveitam para relaxar em frente a T.V., chegando às vezes a dormir, a propaganda na T.V. já conta com esta facilidade. É como uma sugestão hipnótica.
Pode-se também programar pela repetição. Para isto a mensagem deve ser repetida inúmeras vezes, em curtos espaços de tempo. Um exemplo são aquelas músicas (jingles) que, de tanto escutarmos em propagandas, ficamos repetindo mentalmente, às vezes durante horas. Até que um dia sentimos uma súbita vontade de comprar aquele produto.
O acesso ao inconsciente de alguém também é possível de uma maneira indireta, através da associação. Basta colocar um produto junto a símbolos já consagrados (por exemplo, cosméticos são apresentados junto a pérolas, a flores delicadas, e a pessoas famosas). Cria-se uma associação que a repetição se encarregará de consolidar. É possível ainda associar um produto a valores e sentimentos (cigarros são associados a status; alimentos a aconchego e alegria).
O tipo de imagem usado nas propagandas pode nos programar facilmente. Como são, por exemplo, as propagandas de alimentos? Em geral elas possuem imagens grandes, bem focalizadas, próximas, coloridas, brilhantes, ocupando o centro da tela. Porque é este o tipo de imagem que geralmente usamos para representar um alimento que decidimos comer urgentemente. Muitos dentre nós o imaginam exatamente desta maneira.
As seqüências de imagens são trabalhadas de forma que a sua rápida sucessão nos programe numa determinada direção. Como acontece com o formato: sempre que acontecer X, use Y e então tudo ficará bem. (Exemplo: propagandas de analgésicos).
E não poderíamos deixar de mencionar a propaganda da violência. Diariamente somos bombardeados com imagens, notícias e alusões à violência. Quando as nacionais estão escassas (o que tem sido raro), recorre-se às “importadas”. Que a violência é reflexo da crise social, política e econômica do país, isto todos nós sabemos. Questões ideológicas à parte, a verdade é que infelizmente as pessoas acabam se acostumando e achando que toda esta violência é natural. E poderão ainda refletir esta violência em seu próprio comportamento, dentro e fora de casa.
Além disso, toda esta programação poderia ser comparada a um lixo tóxico: imagens de agressão, desgraça, terror, etc., vão se acumulando em nosso inconsciente causando pesadelos, medo, pânico, depressão, pessimismo, insegurança. A repetição, a exibição contínua de cenas de violência, transforma isto em programação.
E retomamos a questão, agora num outro sentido: será que aqueles ímpetos de raiva que às vezes temos, aquelas vezes em que “explodimos” diante de algo ou alguém que nos aborrece, será que isto realmente nos pertence? Ou será um comportamento culturalmente aprendido, que dia a dia é reforçado (pela mídia, por outras pessoas, pelas instituições, etc.)? Será que estamos sendo programados para odiar pessoas, para reagir com agressividade?
Você poderá estar se perguntando se existe algo que possa ser feito para que não sejamos objetos passivos frente às influências aqui mencionadas. Esclarecemos que estar consciente em relação a elas já é um começo para outras alternativas que cada um poderá desenvolver a fim de assumir o controle de sua própria vida (e de suas próprias vontades, seus próprios comportamentos).
Não estamos aqui condenando a T.V. enquanto veículo de comunicação e nem a propaganda, afinal quem vende precisa divulgar. E quem compra pode ter a escolha de decidir o que e quando comprar. Com uma visão menos passiva e mais crítica, podemos pensar na T.V. como uma vitrine que reflete os valores de nossa cultura e que, inúmeras vezes, está a serviço do poder, ou defendendo os interesses de minorias abastadas, aquelas que se encontram no alto da pirâmide social e que precisam incentivar o consumismo de seus produtos por parte da “base”, da qual dependem diretamente para continuarem a existir…

Nelly Beatriz M. P. Penteado é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolingüística (PNL).

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Chapeuzinho vermelho

BOA LEITURA ---------------    6ª. Ano A.

Escola M. E. F. João Padilha do Nascimento


Os contos de fada do passado frequentemente tinham finais macabros ou horrendos. Hoje em dia, empresas como a Disney amenizaram as histórias para o esse novo público que parece incapaz de lidar com derrotas ou fracassos e precisa de finais felizes por toda parte.
Essa lista vai falar sobre alguns finais felizes com os quais estamos acostumados e contrastá-los com suas versões originais. Se alguém souber de mais contos de fadas cujo original não é tão indicado para crianças, fique à vontade para acrescentar nos comentários.

Chapeuzinho Vermelho

Chapeuzinho Vermelho

A versão desse conto que conhecemos é aquela em que Chapeuzinho Vermelho, no final, é salva pelo caçador, que mata o lobo mau.
Porém, a versão original do francês Charles Perrault não é tão bonita. Nessa versão, chapeuzinho é uma garotinha bem educada que recebe falsas instruções quando pergunta ao lobo sobre o caminho até a casa da vovó. No fim, ela é simplesmente devorada pelo lobo. Só isso, e a história acaba. Não há caçador e nem vovozinha, apenas um lobo gordo e a Chapeuzinho Vermelho morta. A moral da história é que não se deve falar com estranhos.

A Pequena Sereia

A Pequena Sereia

A versão de 1989 de A Pequena Sereia poderia ser intitulada “A Grande Sortuda”. Nessa versão da Disney, a princesa Ariel termina sendo transformada em um ser humano para que possa casar com Eric. Há uma festa maravilhosa com a presença de seres humanos e seres do mar.
No entanto, no original de Hans Christian Andersen, Ariel vê o príncipe casar-se com outra e entra em desespero. Oferecem-lhe uma faca com a qual ela poderia matá-lo, mas, em vez disso, ela salta para o mar e morre ao voltar para a costa. Hans Christian Andersen modificou um pouco o final para amenizar a história. Na nova versão, ao invés de morrer na espuma da praia, ela se torna “filha do ar”, esperando ir para o céu. De qualquer forma, ela morre.

A Branca de Neve

A Branca de Neve

Na história da Branca de Neve que nós conhecemos, a rainha manda o caçador matá-la e trazer seu coração como prova. O caçador não consegue fazer isso e lhe traz o coração de um tipo de porco.
A boa notícia é que a Disney não distorceu tanto essa história, mas omitiu detalhes importantes: no conto original, a rainha pede o fígado e os pulmões de Branca de Neve, que serão servidos no jantar daquela noite! Também no original, a princesa acorda com o balanço do cavalo do príncipe, enquanto era levada para o castelo. Não há nada de beijo mágico. O que o príncipe queria fazer com o corpo desfalecido de uma garota é algo que vou deixar para sua imaginação. Ainda na versão dos irmãos Grimm, a rainha má é forçada, no final, a dançar até a morte usando sapatos de pedra, quentes como brasas.

A Bela Adormecida

A Bela Adormecida

Na versão conhecida de A Bela Adormecida, a adorável princesa adormece quando fura seu dedo em uma agulha. Ela dorme por cem anos até que o príncipe finalmente chega, beija-a, e acorda-a. Eles se apaixonam, casam, e (surpresa!) vivem felizes para sempre.
Contudo, o conto original não é tão doce. Nele, a jovem garota adormece por causa de uma profecia, não de uma maldição; e não é o beijo do príncipe que a desperta: o rei a vê dormindo e, querendo se divertir, a estupra. Depois de nove meses, nascem duas crianças (e ela continua dormindo). Uma das crianças chupa o dedo da mãe, retirando a peça de linho que fazia ela dormir. A princesa acorda para saber que foi estuprada e é mãe de gêmeos. Fim.

João e Maria

João e Maria

Na versão largamente conhecida de João e Maria, ouvimos sobre duas crianças que se perdem na floresta e encontram uma casa feita de doces e guloseimas que pertence a uma bruxa. Elas então são aprisionadas enquanto a bruxa se prepara para comê-las. Eles conseguem escapar e atiram-na no fogo, salvando-se.
Numa versão francesa mais antiga (chamada As Crianças Perdidas), ao invés de uma bruxa, há um demônio, que também é enganado pelas crianças. Contudo, ele não cai na cilada e está prestes a colocá-los na guilhotina. As crianças fingem não saberem como entrar no instrumento e pedem para a esposa do demônio mostrar como se faz. Nesse momento, elas cortam seu pescoço e fogem.

Cinderela

Cinderela

Na Cinderela moderna, nós temos a linda princesa casando-se com o príncipe depois que este viu que o sapatinho de cristal servia em seus pés.
Esse conto tem suas origens por volta do século I a.C, no qual a heroína de Strabo se chamava Rhodopis, não Cinderela. A história era muito parecida com a atual, com exceção dos sapatinhos de cristal e da abóbora. Porém, oculta por trás dessa linda história há a versão mais sinistra dos irmãos Grimm: nela, as irmãs de Cinderela cortam partes dos próprios pés para que eles caibam no sapato de cristal, querendo enganar o príncipe. Ele, então, é avisado por dois pombos, que bicam os olhos das irmãs. Elas passam o resto de suas vidas como mendigas cegas enquanto Cinderela vive no castelo do príncipe.

Os Três Porquinhos

Os Três Porquinhos

O conto dos Três Porquinhos foi muito amenizado para as crianças de hoje, ao contar uma história cheia de violência sem mostrar violência. Terminamos com um conto muito simplório que mostra “como é bom ser esperto”.
A história original perdeu muito. O conto original não é mais longo, já que o lobo mau não perde tanto tempo assoprando casas. Ele faz isso para pegar os dois primeiros porquinhos. Aqueles coitados são logo pegos e devorados. O terceiro porquinho — o mais esperto de todos — é o entrave. Sem conseguir assoprar a casa de tijolos, o lobo tenta blefar. Ele faz de tudo para trazer o porco para fora de casa, promete nabos, maçãs, e uma visita à feira. O porco recusa a tentação, sabendo que há coisas mais importantes.
O lobo decide então voltar à violência. Ele escala a casa e entra pela chaminé. Porém, o porquinho tinha planejado isso, e colocou um caldeirão de água fervendo na lareira. O lobo cai ali dentro e morre. Ele — e os dois outros porquinhos em seu estômago — são agora o sinistro jantar do terceiro porco.